Eu destravo meu celular
Entro em todos os aplicativos
nenhum deles me dão notícias suas.

Seria trágico se não fosse patético.

Um dia nossos olhares irão se cruzar,
Você vai fingir que não me viu
E eu vou ficar com vergonha
e incrédula,
Meu amor era fogueira
Era chão
Mas
virou
apenas
Carvão.

Vou pensar em te agradecer
mas na verdade não vou fazer nada.

Acreditei que você era especial
mas é só um moleque imaturo
preso no passado do adolescente que foi,
covarde o suficiente para não crescer,
buscando apoio dos amigos para tomar decisões
das quais não tem coragem.



Doía quando abaixava
E também quando ela levantava
Encontrava-se de coração partido.

Feriu os sentimentos
Mas a dor era na carne por isso doía.

Doía a lembrança,
Porque lhe doía a cabeça.

Era bem verdade que ela já não sabia
Onde mais doía
Doía ela inteira.


Do caso de amor da minha filha.

Há um nó dentro de mim
Um nó de aflição
Um nó de angústia
um nó de abandono
Não me deixa aceitar a situação, a novidade, a mudança
Eu procuro seguir, mas este nó me aperta o peito
Me falta ar, me deixa triste
Ele também trás lembranças que de longe não quero aceitar
Este nó me cega
Me atormenta
Me transforma.
Mas este nó era laço
Era abraço
Era amor.

Hoje acordei um trapo
E dormi esparadrapo.